
Papa Bento XVI: 82 anos de vida e quatro de pontificado
“Dou graças, sobretudo ao Senhor pela coralidade de tanto afeto. Como tive ocasião de afirmar recentemente, nunca me sinto só. Mais ainda nesta semana especial, que para a liturgia constitui um único dia, experimentei a comunhão que me rodeia e me sustenta: uma solidariedade espiritual, alimentada essencialmente de oração, que se manifesta em mil modos”.
Bento XVI também frisou a unidade da Igreja e sua centralidade em Cristo. Ele ainda mencionou a riqueza da humanidade em se fazer forte junto a Cristo ressuscitado. Para o papa esses fatores diminuem as distâncias na família católica.
“Nós católicos formamos e devemos sentir-nos uma única família, animada pelos mesmos sentimentos da primeira comunidade cristã”, uma unidade e comunhão que “tinha como verdadeiro centro e fundamento Cristo ressuscitado”. “Ressuscitado, Jesus doou aos seus uma nova unidade, mais forte de antes, invencível, porque fundamentada não sobre recursos humanos, mas sobre a misericórdia divina, que os fez sentir todos amados e perdoados por Ele”.
Durante sua fala, Bento XVI lembrou do seu antecessor, o então papa João Paulo II, ao afirmar que o mesmo quis se dedicar à misericórdia divina este segundo domingo de Páscoa, propondo a todos, Cristo ressuscitado como manancial de confiança e de esperança.
Ao encerrar, ele dirigiu seus votos aos delegados presentes em Genebra, que participam da Conferência Durban 2, a partir de hoje, para que “colaborem em espírito de diálogo e de acolhimento recíproco, para pôr termo a qualquer forma de racismo, discriminação e intolerância, assinalando assim um passo fundamental em direção à afirmação do valor universal da dignidade do homem e dos seus direitos, num horizonte de respeito e de justiça para cada pessoa e povo”.
Quatro anos de Pontificado
No editorial da Rádio Vaticano deste sábado, véspera do quarto aniversário de pontificado do papa Bento XVI, o diretor da emissora, padre Frederico Lombardi, lembrou da missão desempenhada pelo pontífice até agora.
“Quatro viagens, quatro continentes; e dentro de menos de um mês, o quinto – a Ásia, para peregrinas na fé aos lugares da Terra Santa e para falar de reconciliação numa terra crucial para o diálogo entre as grandes religiões e a paz no mundo. (…) Levar Deus aos homens e os homens a Deus, o Deus que se manifestou no rosto de Cristo, e traduzir a fé em diálogo, em força de unidade e de testemunho de caridade ativa”, sublinhou o diretor.
Ainda segundo ele, “este o sentido do pontificado de Bento XVI, como ele próprio reafirmou com vigor e paixão na recente Carta ao episcopado mundial, para que um breve período de tensões na Igreja e à volta dela não faça perder de vista o centro, ou seja, o que verdadeiramente essencial, e não faça esquecer a vastidão da tarefa e as fronteiras históricas, culturais e espirituais a que se dirige”, completou.
Fonte: CNBB (Informações: Rádio Vaticano)
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