Os bispos entendem que a simples redução da maioridade penal não soluciona o problema da violência e consideram que a proposta “violenta e penaliza ainda os mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros e moradores de periferias”.“Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda dos valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico”, enfatiza a nota.
Segundo o bispo auxiliar de São Paulo e presidente da Comissão das pastorais sociais, dom Pedro Luiz Stringhini, apenas 0,14% dos 24 milhões de crianças, jovens e adolescentes no Brasil se envolve em algum tipo de crime.
Dom Pedro também criticou o sistema prisional brasileiro que, para ele, está “falido”. “O sistema hoje, ao invés de reeducar, transforma os jovens, muitas vezes induzidos por adultos, em criminosos potencialmente perigosos”.
“Queremos a reforma prisional, como foi feita no estado de São Paulo, por exemplo, com a destituição da FEBEM e a criação da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA). Assim entendemos que os jovens infratores terão uma oportunidade de tornarem-se adultos, trabalhadores, pais de família conscientes de seu papel na sociedade, totalmente integrados à atual situação social em que vivemos”, argumentou.
Veja também:
Injustiça social gera violência no Brasil, aponta pesquisa
Dez razões para dizer não à redução da maioridade penal
Cartaz da Campanha a Juventude Quer Viver - contra a redução
PJ Downloads:
Gelinton Batista / PJ Maringá, com informações da CNBB
| ARAS e UEM promovem evento sobre o centenário de Dom Hélder Câmara< Anterior | Próximo >Papa Bento XVI: 82 anos de vida e quatro de pontificado |
|---|







