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Assesora da PJ na Arquidiocese de Maringá, Débora Maria Borba participou da última edição do Curso de Verão e conta como foram os oito dias em contato com o tema deste ano: "Arte e Educação Popular".
Por: Débora Maria Borba*

Débora Maria Borba
Mais uma vez tive a grata oportunidade de participar do curso de Verão e lá, como não podia ser diferente, renovei minhas esperanças e me enchi de energia para trabalhar durante todo o 2009. Partilho com vocês um pouquinho dessa experiência.
Com o tema "Arte e Educação Popular" e duração de apenas oito dias (do dia 11 ao dia 18 de janeiro), o curso tentou voltar-se para todas as dimensões da arte: música, dança, literatura, escultura, pintura e teatro, tanto nas oficinas (que sempre oferecem a oportunidade de viver a arte) quanto nos trabalhos matinais da assessoria.
Estavam presentes aproximadamente 600 participantes (entre cursistas, monitores e equipes de trabalho), sendo a maioria destes jovens com menos de 25 anos e também maioria (mais de 50%) de pessoas que ali estavam pela 1ª vez (ótimo, não?).
Desde a abertura do curso já foi possível sentir esse aspecto artístico e popular de forma mais intensa, pois foi apresentada uma "Ópera Popular", com um resgate dos cantos que marcaram a história do curso de verão em suas duas décadas de existência, bem como de momentos e fatos que de alguma forma foram mais expressivos e dignos de recordação. Os "artistas" da ópera foram os voluntários do curso, que mesmo com pouco tempo de ensaio (uma tarde) fizeram uma apresentação bonita e significativa.
A assessoria dos primeiros quatro dias do curso foi composta pelo casal Dan Baron (um arte-educador natural do país de Gales que vive há mais de 10 anos no Brasil) e Manoela Souza (uma catarinense também arte-educadora). Eles apresentaram uma proposta muito original de integração para os cursistas, propondo atividades que levavam todas as seiscentas pessoas presentes no TUCA a "fazer arte" com seus corpos, através de movimentos coordenados por eles ou movimentos livres e criativos também orientados por eles.
Foi (e é) muito curiosa a forma com que eles conseguem envolver a todos e de maneira muito livre e agradável propor um resgate da história, da caminhada, dos sonhos. Eles apresentam a arte como algo próximo, paupável e possível, a verdadeira arte que liberta e que está presente em todos os seres humanos, como parte inerente de cada ser.
O quinto dia de assessoria contou com Lusmarina Campos, uma liturgista, dançarina e pastora da igreja Luterana em Genebra. Ela fez uma primeira intervenção a respeito do Ecumenismo, apresentando o projeto "Brasil nunca mais" - que relata episódios do período da ditadura militar no país, com especial ênfase às torturas - como um projeto de iniciativa e realização ecumênica, contando com o apoio de pessoas de diversas igrejas que tiveram acesso aos processos que continham os depoimentos dos torturados. Depois abordou o tema "Liturgia e arte", com idéias sobre como trazer a arte, a emoção e o compromisso para nossas celebrações litúrgicas; neste aspecto apresentou exemplos bem sucedidos de tal ação.
Os três últimos dias do curso contaram com Marcelo Barros e Zé Vicente, falando dos salmos de ontem e de hoje, mostrando o valor e a beleza de todos eles. Foi momento de alegria, celebração e encantamento.
Muito marcante neste curso foi o resgate do olhar que procura (e encontra) a beleza nos mais diversos meios e ações.
As celebrações da manhã foram belas e integrantes, a equipe de animação estava muito atenta e conseguiu animar o povo de fato (especialmente nos forrós da hora do almoço, que este ano aconteceram todos no TUCA - Teatro da Universidade Católica).

Momento Celebrativo
Quem já bebeu da água do curso de verão sabe como é, embora seja necessário que muitos outros jovens tenham essa oportunidade. Espero que para 2010 consigamos um grupo organizado e maior de jovens de nossa arquidiocese para participar.
O tema será a política e em ano de eleições presidenciais pós oito anos de governo PT, creio que será preciso muito esforço reflexivo e analítico para definir os novos rumos da política nacional, sem cair no senso comum apresentado pela mídia nacional e sem perder de vista a utopia da justiça, da igualdade e de um outro mundo possível.
*Débora é assessora da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Maringá
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