O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve, hoje, a condenação de Wellington Araújo e Wanderson Cardoso pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Os réus foram acusados de assassinar o padre Gisley Azevedo Gomes com três tiros na cabeça, em junho deste ano, na zona rural de Brazlândia.O Juiz da Vara Criminal de Brazlândia condenou Wellington a 27 anos de reclusão e Wanderson a 25 anos e 11 meses, ambos em regime fechado.* Padre Gisley era assessor nacional do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Natural de Morrinhos (GO), o religioso, da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos), coordenava, também, a mobilização da Igreja em defesa dos direitos e contra a violência e o extermínio da juventude, lançada oficialmente no último sábado (28).
Após o assassinato, a CNBB divulgou um comunicado ressaltando o comprometimento do padre Gisley com a vida da juventude, reconhecendo que o sacerdote amigo dos jovens "foi vítima da violência que ansiava combater".
O pronunciamento foi reafirmado em nota das Pastorais da Juventude do Brasil que classificaram o episódio como uma tragédia, fato que "nos desafia a denunciar a força com que a violência tem ceifado a vida de milhares de jovens em todo o país".
Ofício em Memória de Pe. Gisley
Padre Gisley é morto na semana de abertura do Ano Sacerdotal
Rapaz que recusou assumir autoria do assassinato de padre Gisley foi morto
PJ Maringá
Gelinton Batista, com *informações do Ministério Público do Distrito Federal e Terrirórios
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